1983 - Sala de Imprensa

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1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Saimon em 28/12/2013, 13:18

Tópico destinado às notícias e anúncios oficiais da temporada de 1983.
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Saimon
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Ferrari anuncia que será o primeiro time a ter uma Fábrica

Mensagem  Daniel King em 28/12/2013, 13:24

Direto de Maranello.

Uma das primeiras tomadas de decisão de King, foi pela construção de uma Fábrica, aposentando a antiga garagem da equipe. Segundo King, em sua coletiva:
"O passo natural para qualquer equipe de ponta da Formula 1, é buscar uma estrutura mais moderna, que tenha não só o desenvolvimento e fabricação de seus carros, mas também uma sede mais espaçosa, que possa incluir diversos outros confortos. Temos a honra de ser a primeira equipe a anunciar a construção de uma fábrica, com todos esse luxos. É de essencial necessidade isto, para que podemos buscar a evolução de nossa equipe e vários títulos futuros."
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Daniel King

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Rocca anuncia pacote para 1983

Mensagem  Rodrigo Rocca em 7/1/2014, 12:58

Claudio Carsughi - Rádio Jovem Pan
 
Rodrigo Rocca anunciou hoje de manhã o pacote da Scuderia Rocca para 1983. Décima colocada no mundial de construtores em 1982, a Rocca iniciará sua terceira temporada na Fórmula 1 com grandes novidades. Rocca, proprietário e chefe de equipe,  disse estar bastante satisfeito com o resultado das negociações e agradeceu a Rizla e a Beta por patrocinarem e ajudarem o time a atingir seus objetivos no mercado de transferências. "São muitas novidades de uma só vez: correremos com dois carros, teremos um motor turbo, um engenheiro contratado, um engenheiro de motor para a temporada inteira, um piloto acostumado a guiar por equipes grandes, os pneus Michelin. Acredito que nenhuma equipe tenha uma reformulação técnica tão grande quanto a nossa", disse Rocca, que comentou as mudanças individualmente:
 
Motor Alfa Romeo: "Conseguimos formalizar o acordo verbal realizado na metade do ano anterior. Sem dúvida nenhuma é um salto enorme de qualidade, além das ligações afetivas que eu e qualquer italiano possui com a Alfa Romeo. É a nossa grande novidade, entramos na era do turbo!"
 
Equipe de reabastecimento rápido: "Entrando na era turbo, a equipe de reabastecimento rápido passa a ser decisiva para boas performances. Poderemos ousar mais nas estratégias de corrida."
 
Pneus Michelin: "Ficamos em dúvida até o último instante sobre manter a parceria com nossa conterrânea Pirelli ou utilizar os Michelin. Agradecemos imensamente o apoio dado pela Pirelli nas últimas duas temporadas, mas a diferença de performance em pista molhada nos fez optar pelos Michelin."
 
Tom Pryce: "Acredito que tenha sido a negociação mais difícil da história da equipe. Pryce fez valer sua posição de grande piloto e isso fez com que nos estruturassemos ainda mais para contratá-lo. Ficamos imensamente esperançosos para 1983 com sua chegada, um piloto experiente e acostumado a guiar em equipes de ponta será decisivo para nossas ambições. Também agradecemos por sua confiança em assinar por dois anos, assim nos permitindo planejar também a longo prazo."
 
Mauro Baldi: "Piloto talentoso, extremamente consistente e que foi decisivo para nossas duas primeiras temporadas, mesmo quando nossa estrutura era muito pequena. Raramente se envolveu em acidentes e nós o agradeceremos eternamente pelas ótimas corridas de Hockenhein e Zolder em 82. Fez por merecer permanecer na equipe e espero que essa nossa parceria se estenda por muitos anos! Grazzie Baldi!"
 
Rory Byrne: "Acreditamos em seu enorme potencial e ele será o projetista do RR-184, a ser desenvolvido a partir de Março. Sabemos que contratamos um dos grandes projetistas dos próximos anos. E fechando um contrato de três anos, certamente teremos um grande ganho de performance! A partir dessa temporada desenvolveremos um carro novo por ano e já em Março ele iniciará a construção do RR-184."
 
Carlo Chiti: "Tivemos grandes benefícios quando trabalhamos com um engenheiro de motor em 82 e maximizaremos nossas performances com a experiência e a capacidade do fantástico Carlo Chiti. Sua presença foi decisiva nas contratações de Pryce e Byrne e os dois anos de contrato serão fundamentais nas nossas pretensões a curto e longo prazo."


Última edição por Rodrigo Rocca em 8/1/2014, 15:33, editado 2 vez(es) (Razão : Corrigindo erro de grafia no sobrenome de Carlo Chiti / Melhorando o texto)
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Adan Siqueira em 7/1/2014, 19:45

" Contratamos um dos grandes projetistas dos próximos anos "

ok hoje nós, em 2014, sabemos que o Rory Byrne foi mto vitorioso, mas como tu fala "um grande projetista dos próximos anos" em 1983?? Criou a máquina do futuro?? HUEHUEUEUHEHUEHUEUHEUHEUHEUUHUHE

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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Daniel King em 7/1/2014, 19:53

Adan Siqueira escreveu:" Contratamos um dos grandes projetistas dos próximos anos "

ok hoje nós, em 2014, sabemos que o Rory Byrne foi mto vitorioso, mas como tu fala "um grande projetista dos próximos anos" em 1983?? Criou a máquina do futuro?? HUEHUEUEUHEHUEHUEUHEUHEUHEUUHUHE

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Rocha, por favor, veja pra mim aí no futuro se eu vou vencer a Savoia este ano.  Razz 
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Rodrigo Rocca em 7/1/2014, 23:00

Caspita, vocês não sabem usar a imaginação não? kkkkk. A graça é essa, aposto que ele será um dos grandes projetistas das próximas décadas! Assim como o tal brasiliano que estreará na Fórmula 2 nessa temporada será um dos maiores pilotos da história...hehe

Daniel: Não consigo prever tudo, ainda bem que a GPM não é tão previsivel. Senão, a Ferrari teria que esperar o Byrne virar "um dos grandes projetistas das próximas décadas" para se tornar campeã...hehe
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Daniel King em 7/1/2014, 23:01

Não me desanima, filho da mãe! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk  Shocked 
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Ian McIrish em 8/1/2014, 01:22

Williams se apronta para Hanz Mezger e motores turbo
The Daily Telegraph

Após um 82 frustrante, a Williams se antecipa ao ano de 1983. As principais novidades para o time de Didcot vão ser a construção de sua fábrica (oficialmente nomeada de "Centro Tecnológico Williams Grand Prix Engineering"), a mudança para os motores turboalimentados da TAG Porsche a partir do mês 7 e a contratação do engenheiro alemão Hanz Mezger.

Perguntado sobre a possível desvantagem de esperar seis meses pelos turbo, Lovatto foi direto ao ponto: "Acho supervalorizada essa possível desvantagem: teremos durante o primeiro semestre várias provas em pistas de baixa velocidade, na qual os turbos não terão vantagem contra os DFV. E depois iremos pegar o melhor motor de 1983 e brigaremos de igual para igual com Savoia, Ferrari e Biscazzi. Não vejo tanta desvantagem quanto vem sido pintado."

Sobre a vinda de Hanz Mezger, Lovatto disse: "É um brilhante engenheiro, totalmente capaz e tenho certeza absoluta de que ainda em 83 colheremos frutos do projeto que deve colocar a Williams no topo. Resgataremos o orgulho britânico na Fórmula 1.", disse.

Enquanto se avizinha uma primeira metade de possível sofrimento e uma segunda que promete muitas emoções, a equipe de Didcot vai seguir o mesmo perfil que vem tido desde a vinda de Gustavo Lovatto: deixe que o trabalho fale por você.
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Bill Gale comenta negociações da Galaxy

Mensagem  Sir Gale em 9/1/2014, 21:54

Após o movimentado final de ano de negociações, Bill Gale convoca uma coletiva na área externa na garagem da Galaxy para falar das negociações da equipe:

"Queria falar primeiro do Giacomelli. Ele sabe que tem muito potencial, e que somos gratos por tudo o que fez nesse ano que acaba. Estávamos precisando de dinheiro, e ele de um equipe que desse um carro que ele pudesse mostrar de fato seu potencial, então foi bom pra nós dois. Espero que um dia possamos nos re-encontrar na Galaxy.
Como sabem também, vendemos o contrato do nosso engenheiro Wass, e ele fica até o fim de fevereiro conosco. Só posso agradecer a ele, pois vamos correr nessa temporada com o chassi que ele projetou.
Comemoro muito a chegada do Migeot, que faz sua temporada de estréia, e pelo que conversamos, deu pra ver que ele tem futuro na equipe. Confiamos nele para melhorar o nosso chassi atual e projetar o do ano que vem.

As maiores novidades estão dentro dos carros. Sim, teremos dois carros a partir de 83. Um vai ser pilotado por Andrea de Cesaris, e é nele que depositamos nossa confiança, apesar da sua idade. E o outro, quem pilotará é do Danny Sullivan, que também deposito confiança e espero vê-lo largando com frequência nas corridas.

Essa é nossa equipe, nosso staff para essa temporada, que vai ser mais difícil que a anterior, pois agora temos mais carros na pista, o que gera maior concorrência para conseguir largar. O problema é a concorrência com quem usa motores turbo...e nós...bem, nós continuamos ultrapassados com os aspirados. Mas confio nos pilotos que tenho e no nosso equipamento para manter uma regularidade na temporada. Até mais."
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Lee James em 9/1/2014, 22:00

Ao definir a equipe para a temporada de 1983, Lee James veio a público para comentar sobre a nova cara da equipe:

- Qual a sua avaliação desta última temporada?
R: Obviamente, não foi uma temporada marcante e nem dos sonhos. Sabíamos que não estaríamos no mesmo patamar das equipes de ponta por ainda não contarmos com os tão potentes motores turbo. E ainda vou além do que Emerson disse e acho que poderíamos ter conquistado inclusive o quarto lugar dos construtores sem nenhuma surpresa. No fim, vale o resultado final das corridas e o aprendizado para não desperdiçarmos pontos quando estivermos em alguma disputa importante.

- Depois de uma parceira longa com a Copersucar, a Fittipaldi agora será patrocinada pela Imperial Tobacco. O que muda na equipe?
R: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer à Copersucar por todos estes anos e por ter acreditado em nosso sonho de ter uma equipe brasileira na Fórmula 1. Com certeza temos muito orgulho por todo este vínculo e acredito que isto seja recíproco. Inclusive havia um projeto inovador para este ano, mas que não foi liberado pela FIA e motivou a saída da Copersucar da F1. Através dos frutos colhidos em todos estes anos, já em 1983 teremos a inauguração da nova fábrica da equipe.
Sobre a Imperial Tobacco, temos orgulho de anunciar esta nova parceria e agradecemos a confiança em financiar o nosso projeto vencedor, bem como introduzir uma parceria com a Renault para que tenhamos o fornecimento dos melhores motores disponíveis no mercado. Esperamos retribuir o investimento com o primeiro título da equipe e podendo tornar um piloto campeão também.

- Emerson anunciou que pretendia se aposentar, mas assinou por mais um ano com a equipe. O que acha que pode tê-lo feito mudar de ideia?
R: Para 1983 temos um chassi de ponta, motor de ponta, engenheiro de chassi de ponta e pneus Goodyear que são os melhores do mercado. Ou seja: estamos em totais condições de andar na frente e mostrar muita competitividade neste ano e realizar também o sonho de Emerson Fittipaldi de conquistar um título junto com sua equipe. Ainda oferecemos a possibilidade de Emerson permanecer na categoria por mais um ano caso este ano de 1983 o deixe realmente empolgado.

- Após a notícia de que o contrato com De Cesaris não seria renovado, alguns jornais falaram em Alain Prost no carro número 8, mas a Fittipaldi trouxe o novato Thierry Boutsen. Eram apenas rumores sobre Prost? Ou o belga era a segunda opção do time?
R: Primeiramente, gostaria de agradecer a vinda de De Cesaris para a equipe. Sabemos que, por conta de sua idade, veio com uma carga extra e críticas injustas do antigo chefe de equipe. As primeiras corridas do ano nos deixaram realmente empolgados, mas mesmo em pistas favoráveis na segunda metade, o italiano esteve um pouco apagado. Por isso, optamos por buscar um piloto novo.
Em segundo lugar, realmente entramos em contato com Alain Prost e mostramos nosso planejamento e como poderíamos fazê-lo campeão. É natural que um piloto de talento comprovado na categoria escolha uma equipe consolidada diante de uma equipe que está buscando sua inserção na "elite" e não nos vemos frustrados com sua escolha, mas justamente o contrário: satisfeitos em termos feito uma proposta que foi considerada com seriedade.
Em terceiro lugar, nunca tratamos Thierry Boutsen como "segunda opção". Desde nossos contatos iniciais nossa promessa foi mantida e teremos o atual campeão da Formula 2 com tratamento igual ao do veterano Emerson. Acreditamos que Boutsen poderá aprender e aprimorar seu talento com a tutoria do brasileiro e acreditamos que o belga inclusive conquistará sua primeira vitória já na temporada de estréia.

- Com novos motores turbo, a equipe permaneceu com um engenheiro de pista ao invés de um engenheiro de motor. Isto estava nos planos da equipe?
R: Tentamos contato com alguns engenheiros de motor que preferiram trabalhar em modelos mais familiares ou mesmo já estavam apalavrados com outras equipes. Podemos compensar na pista o acerto extra fornecido por David North, parceiro de longa data da Fittipaldi no complemento do câmbio de nossos chassis. No final, já temos um engenheiro para aprimorar o câmbio do chassi que será desenvolvido para 1984, então acredito que não tenhamos sofrido prejuízo.
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Il Commendatore comenta sobre a Ferrari

Mensagem  Daniel King em 9/1/2014, 23:09

Direto de Maranello, Itália

Após um excelente período de negociações em que conseguiu atingir todas as metas para 1983, Daniel King concedeu uma coletiva à imprensa, direto da garagem da Ferrari em Maranello. Il Commendatore, como é carinhosamente chamado pelos Tifosi, ao lado do atual staff da Ferrari, propôs-se a falar por mais de uma hora com a imprensa, com muita descontração e um líquido verde brilhante em seu copo. Seguem os principais trechos.

Ida para a Ferrari

King: Mas que diabos...eu já estou aqui a dois meses praticamente e vocês ainda me perguntam sobre isso. É lógico que estou na Ferrari, parece a Tyrant aqui? (risos não só de King, mas dos repórteres). Brincadeiras à parte, foi muito bom vir, temos uma estrutura gigantesca, uma equipe média nunca teria dinheiro para construir tamanha estrutura. Temos a certeza que iremos aproveitá-la ao máximo para conseguir os próximos três títulos de construtores.

Aposentadoria de Niki Lauda

King: "Lauda será nosso principal piloto para a temporada que vem. Preparamos um projeto forte especialmente para ele, temos a certeza de que o tricampeão será novamente campeão do mundo. Sobre os rumores de sua aposentadoria, sei que Niki ficou decepcionado pela temporada passada, fez o que podia, mas não conseguiu fazer frente à Savoia. Niki é muito respeitado aqui, e temos a certeza de que ainda convenceremos ele a ficar por mais um ano (risos). Vamos mostrar a ele o quão forte a Ferrari está, e assim convencê-lo a ficar mais um ano."

O que esperar de James Hunt?

King: "Confesso que já era mais que esperado. Hunt precisava de um carro competitivo e eu devia isso a ele, por todos os quatro anos de Tyrant. O único modo de realizar isso é com a Ferrari, é a equipe mais preparada atualmente em termos de equipamento, e será a potência pelos próximos anos. Hunt sempre deu o sangue pela minha equipe e agora eu lhe dou um carro vermelho sangue para brigar pelo título. Espero ótimos resultados do meu grande amigo James Hunt, pois sei que ele é mais do que competente para realizar tudo que a Ferrari espera. Provaremos ao fim da temporada que a decisão de contratá-lo foi a mais acertada possível."

Gordon Murray e o novo 126C4

King: Sim, já estamos pensando num novo chassi (King faz uma pausa enquanto sorve uma bebida verde cristalina). O atual é muito bom, mas chassis são frágeis, só duram um ano. Aprendi do modo mais difícil isso. Sei que temos o melhor, ninguém supera, poucos equiparam, mas já entramos em 1983 focando em 1984 também. Murray tem toda a liberdade para trabalhar e sabe disso. Seus chassis são os mais completos da Formula 1 atualmente, sempre foi disputado pelas mais importantes equipes e sua fidelidade à Ferrari indica que sempre estivemos no caminho certo (mais uma pausa para um gole). De qualquer modo, Murray é o nosso nome pelos próximos três anos e ninguém nos tira, não temos letrinhas miúdas."

O 'fico' de Antonio Tomaini

King: Já era esperado. Mas teve gente que ainda achou que poderia nos derrotar...incrível!!! Temos um dos melhores chassis, o melhor motor, temos planos para a construção do novo motor 126 C3 ou Tipo 031/1, como queiram. Ainda teremos um dos melhores motores, mas sabemos que a TAG Porsche está trabalhando duro nos seus P01. Aliás, sacanas, copiaram o modelo que usei na minha ex-equipe (risos). Os BMW não nos assusta, Rosche não nos assusta. Tomaini dá conta do recado, é o melhor e vai ser melhor por muito tempo, temos certeza disso. (mais uma pausa para uma gole, desta vez vai o copo inteiro)

Alain Prost, Savoia e o Racismo de 1979

King: "Creio que não foi racismo o comentário que presenciei em Silverstone, 1979. Foram palavras de um idoso que não sabia o que dizia. E pela meia idade já quase inteira de Montone, creio que devemos deixar pra lá. Afinal, se Prost, que é francês, ignorou o fato do digníssimo ancião da Cruz de Savoia, porque nós não faremos o mesmo (risos). Brincadeiras de lado, Montone sabe que o respeito muito, creio que Alain será grande na Savoia, isto é, se Piquet deixar. De qualquer modo, estaremos abertos a contatos ao fim do ano, pois ele sabe, não tenho preconceitos. Na época de Tyrant, tive piloto francês, italiano, mexicano, inglês, sueco, enfim, sempre prezei pelo profissionalismo e amizade com meus pilotos. Enfim, creio que já falei demais. Tinha o que mesmo neste copo, James?!" - King encerra enquanto questiona o líquido verde brilhante que bebia.
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Adan Siqueira em 10/1/2014, 01:12

Direto de Londres, Bernhard Rockenbach prepara seu time, a Project Four, para a terceira temporada da equipe na categoria. O alemão comentou as últimas temporadas do time, a parceria com a BMW, a chegada de um novo piloto e o que espera da equipe para 1983.

BMW
A parceria com a BMW certamente, neste meio período, foi a melhor coisa que nos aconteceu. Eles fazem os motores atuais campeões do mundo, e só quem partilha deles conosco no grid é a Savoia. O ano de 1982 deixou de ser um ano muito melhor pela falta de motores realmente bons: a Cosworth ainda não foi capaz de acompanhar o desenvolvimento da 'era turbo' na Formula 1. Então achamos na BMW a oportunidade certa de agregar ao time a única coisa que nos faltava para aspirarmos posições entre as grandes, propulsores competentes. Agora que temos, agregaremos ao nosso novo carro, que está sendo finalizado na nossa garagem e galgaremos mais alto este ano.

Novo chassi/John Barnard
Nosso carro em 1982 já era bom, de acordo com nossos próprios pilotos. Então trabalhamos duro na construção do carro deste ano. Nosso engenheiro John Barnard é uma pessoa fantástica, um rapaz de incrível convivência e ainda por cima muito talentoso. Liderou este projeto e o está finalizando no final deste mês. Confio totalmente em seu trabalho e certamente nosso carro será um dos melhores do grid. Não acho exagero afirmar isso. Prova disso é o número de equipes que já me procuraram neste mês tentando negociar comigo seu contrato... com todo respeito, acho que só a Highwind ou a Galaxy, que são as equipes mais novatas, ainda não vieram me procurar...(risos). Ja houve até chefe de equipe falando em tom sério de me "roubar" sua assinatura ao final deste ano, após ter ficado com raiva na minha recusa de negociá-lo... (risos). Então, Barnard é de fato talentoso, confio nele para liderar a equipe neste ano e pode ter certeza que farei todos os meus esforços para mantê-lo conosco ao fim do ano. Afinal, não vai ter motivos para sair: a subida que teremos este ano nos colocará em posição muito favorável e permanecer conosco para continuar um legado vitorioso, na sua própria casa, será a melhor opção.

Stefan Bellof
A parceria com a BMW esteve muito relacionada com o Stefan. Manter o automobilismo alemão competitivo na categoria é importante, a BMW deu importância a isso e nós também. Une-se tudo isso a ascensão que ele teve na Formula 2, foi o melhor nome que poderia estar conosco neste momento. É jovem e muito rápido. Na Formula 2 ele provou ser espetacular, e vai ter a chance de provar isso na Formula 1. É a dupla ideal para completar a equipe com o Patrese, vai trazer ao nosso box sangue alemão novo, no lugar do velho Mass que estava até então conosco. Tenho muita esperança nele.

Riccardo Patrese
Patrese fez uma temporada excelente em 1982, tem contrato conosco por mais um bom tempo, sua presença na equipe é muito importante. A maneira com que lida com as situações na pista me agrada, é um piloto pensativo e inteligente, tem todo meu apoio para permanecer na equipe e é uma das grandes chaves para o nosso ano seja bom. É talentoso e tem potencial para nos dar pódio e vitórias, infelizmente 1982 não conseguimos oferecer isto a ele, mas neste ano estaremos bem próximos de prover isso.

Considerações gerais
A categoria está bastante movimentada, isso é bom. Entrada de novos motores, muitas mudanças nas cadeiras entre os pilotos. Tem tudo para ser uma das melhores temporadas que a Formula 1 ja teve, e a melhor que a Project Four ja teve. Nos vemos na pista!!

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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Matheus Berçot em 11/1/2014, 12:58

Newsweek
Em meio a um árduo e trabalhoso processo de preparar sua equipe para a temporada de 1983 e após um imenso período de silêncio, Sean Byron concedeu a primeira coletiva de imprensa da Renault no ano. Nela, comentou o final da temporada de 1982, as negociações, o novo regulamento e sua relação com a montadora, sempre mantendo seu estilo fiel ao tradicionalíssimo gentleman britânico.

Temporada de 1982
"Quando cheguei, apesar de boquiaberto pelas instalações, foi fácil de detectar problemas internos e obviamente me vieram preocupações, mas reunir-se com a Renault traçar um plano para resolver esses entraves foi ainda mais fácil, o comprometimento do setor executivo é algo enorme, ninguém está lá para fazer figuração. Fomos a terceira operação do grid com mais ganhos financeiros, fizemos a melhor temporada da história da equipe na pista finalmente colocando o projeto francês em um patamar novo e competitivo. Não foi perfeito, eu quero vitórias na minha gestão, mas fomos além de qualquer expectativa e estamos muito satisfeitos".

Negociações
"Posso dizer que negociamos com Alain Prost e que foi extremamente agradável, ele é uma pessoa extremamente agradável e ambiciosa, características de um verdadeiro líder, entretanto optou pelos planos da Savoia, não creio nem que deva condená-lo e realmente espero grande sucesso da mais nova promessa francesa, apesar de que faremos nosso melhor para superá-lo na pista sempre que pudermos. É uma pena que Montone lapidará esse diamante em vez de mim, sempre o invejarei por isso, mas inegavelmente Alain estaria em boas mãos em qualquer circunstância".

Carro
"Mudanças abruptas de regulamento de fato estão dificultando nosso processo, o trabalho para se colocar o carro na pista adaptado às novas circunstâncias e ser competitivo está triplicado, no mínimo, as primeiras provas serão um jogo de xadrez, extremamente complicadas. Mas regras mudam -- e nesse caso específico, o efeito solo foi o que custou a vida de Didier Pironi, então apoiamos a mudança -- e estamos preparados para tudo, temos gente competente para superar as dificuldades e iremos fazer isso. Não temos a fábrica ainda e isso nos pegou de certo modo com as calças nas mãos, mas já temos planejamentos extremamente eficientes na manga que compensarão e até ultrapassarão essa diferença em relação a nossos rivais".

René Arnoux
"Desde seus tempos na Fórmula 2 sempre torci por ele, um piloto diferenciado, agressivo mas ao mesmo tempo técnico e consistente, rápido como pouquíssimos são no mundo, em termos de pilotagem, quem eu sempre quis ser, um ídolo. Hoje em dia, ter a chance de trabalhar com um piloto desse calibre é uma completa honra e minha admiração por ele não mudou nem um pouco, na verdade aumentou, até por ele ser uma pessoa de nível similar à sua pilotagem. Nesta temporada por sua experiência René é incontestavelmente o líder de nossa operação, e confiamos nele para obter nossos melhores desempenhos. Certamente não ficarei decepcionado, ele está no seu auge".

Jonathan Palmer
"Uma promessa forte, não há muito o que dizer. Palmer fez um ótimo trabalho na Ralt -- que certamente virá fortíssima na Fórmula 2 neste ano -- e certamente corresponderá às nossas expectativas, que são bastante altas. A negociação foi fácil e estamos orgulhosos de ceder espaço para um jovem talento mostrar a que veio".

Bernard Dudot e François Castaing
"Ah, esses caras! Desde meu início no automobilismo nunca fui muito próximo dos designers, digo, mantive uma relação profissional e tudo sempre correu bem, mas esses caras são pessoas incríveis, é ótimo de se trabalhar com eles e com certeza suas pessoas facilitam muito os processos, sendo mais que meros colegas, mas grandes amigos pessoais que quero carregar a vida toda e manter-me trabalhando com eles por muitos e muitos anos, profissionais e pessoas éticas, morais, competentes e principalmente competitivas. Planos ambiciosos para o futuro giram em torno desses nomes".

Jean-Pierre Jabouille
"Sua aposentadoria pegou-me de surpresa, eu vinha de um grande esforço para fazê-lo ficar, ele ainda tem muito para mostrar ao mundo em termos de pilotagem, um homem diferenciado e talentoso, queria poder tê-lo convencido a pelo menos ocupar algum outro cargo no time. Ele foi realmente muito bem no tempo em que o vi pilotar aqui e indubitavelmente é com grande tristeza que vejo-o pendurar o capacete. Entretanto, se Jean-Pierre julga que isso é o melhor para si, eu o apoio em qualquer decisão que ele venha a tomar, até o final. As portas da Byron nos protótipos sempre estarão abertas para ele, e as da equipe -- enquanto eu estiver aqui -- também".

Relação com a Renault
"São liberais, muito me falavam no paddock à época de meu início aqui que eu seria extremamente limitado por eles -- como ocorre em algumas outras equipes, mas percebi o cenário inverso, eles são liberais e estão sempre incentivando-me a melhorar, ajudando-me, é um verdadeiro trabalho em equipe em que um lado sabe e respeita o limite do outro, o que faz com que o clima de nossa relação seja extremamente leve e frutífero dentro da pista".
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Entrevista coletiva na Casa di Savoia

Mensagem  Giorgio Montone em 11/1/2014, 18:57

A Casa di Savoia está lotada para receber seu capo, Giorgio Montone.

- Balanço da última temporada.
Foi uma temporada fantástica. Ganhamos com uma vantagem que não esperávamos obter. Os motores responderam muito bem a quaisquer circunstâncias e nossos pilotos foram muito velozes. Piquet está de parabéns pelo título de pilotos e a equipe toda pelo de construtores. Harvey Postlethwaite fez um trabalho impecável.

- Rescisão com Alan Jones
Alan é um ótimo piloto, foi muito importante para nós, tanto que faturou um título. Mas eu vejo muito futuro nesse menino francês, o Alain, e penso que era hora de dar uma renovada. Conseguimos inserir o Alan numa boa equipe, constantemente em crescimento, então imagino que ele terá uma ótima oportunidade de encerrar a carreira por cima, como piloto de destaque.

- Perspectivas para a próxima temporada.
Estou bastante otimista. Acredito que estejamos ligeiramente mais fortes do que ano passado, mas isso não significa um novo domínio. Seria ingênuo de minha parte não admitir que tudo pode acontecer. Teremos grandes possibilidades estratégicas nessa temporada, o que me anima muito.

- Acusações de racismo.
Não deveria comentar um ataque que beira o ridículo, até porque mesmo que eu não gostasse de francês nós partilhamos da mesma etnia, então não teria nenhum sentido o termo "racismo". De qualquer forma, como minha declaração quase fez com que Prost não aceitasse vir, me retratei com o piloto e disse que isso não passa de brincadeira. Na ocasião da assinatura, o convidei para fazê-lo em minha casa em Strasbourg, juntamente com meu amigo recém-aposentado Jabouille, a quem rendi uma homenagem mês passado, executivos da Michelin e tomamos bons Cabernet Sauvignon. Eu fazer brincadeiras com outras nacionalidades não quer dizer que eu os odeie. Vejo que há pessoas mais sensíveis, como o novo chefe da Ferrari (risos).

- Auto-denominação de "Commendatore".
Acho engraçado alguém que supostamente prega o respeito às nações ter dado uma coletiva tão desrespeitosa. Disse que não devo raciocinar direito por estar velho, humilhou sua equipe anterior, a Tyrant, comparando-a à Ferrari, e, por fim, o pior de todos: se auto-denominou Commendatore. Como todos sabem (menos King), esse é o título da mais alta patente da Itália. Eu consegui por grandes serviços prestados pela famiglia Montone desde os tempos da Unificação. Fico pensando o que seu patrão, il Commendatore Enzo Ferrari dirá a ele sobre isso. Isso que ele está há apenas um mês na Itália. Daqui a pouco vai querer ser primeiro-ministro.
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Daniel King em 11/1/2014, 22:03

Em nota, Daniel King apenas respondeu ao Commendatore Giorgio Montone que a Ferrari possui dois Commendatores, Enzo Ferrari e Daniel King. King informou ainda à quem quiser saber que sua Comenda provém da Ordem de São Gregório Magno, concedida em 1969, por diversos serviços prestados à Igreja, e concedido por Sua Santidade Papa Paulo VI. Informou ainda que, se Montone se achar incomodado pelo título, que poderá utilizar diversos outros no lugar, já que foi diversas vezes condecorado por bravura, durante a Segunda Guerra Mundial.

Ainda na mesma nota, King comentou que, embora lastimável Montone questionar seu título de Commendatore, achou engraçado e riu (apenas um pouquinho) sobre a revolta e chateação do velho italiano pelos adjetivos dados a ele, sobretudo porque se tratava de uma brincadeira (King nasceu em 1920, sendo portanto mais velho que Montone), e que portanto ambos são velhos gagás (embora Montone seja muito mais).
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Giovane Biscazzi em 13/1/2014, 16:39

Giovane Biscazzi aponta para uma temporada de altíssimo nível

Em conversa com nossos correspondentes, o chefão da equipe de Verona fez um balanço das negociações da pré-temporada e completou a entrevista dizendo que espera uma temporada muito disputada, com a Biscazzi ainda mais forte na briga pelo título
Corriere dello Sport

Pneus Michelin
"Calçamos Michelin desde 1981, ano que ficamos órfãos de nosso grande bicampeão. Como o sangue francês é um dos que correm em nossas artérias, não poderíamos deixar de assinar o fornecimento destes compostos que primam pela confiabilidade. Com as alterações impostas pela FIA para esta temporada, poderemos criar uma gama enorme de estratégias de corrida. Evidentemente as posições de largada de nossos pilotos e as características das pistas terão peso fundamental na escolha de cada estratégia que iremos utilizar, mas acreditamos que os pilotos que estiverem calçando Michelin terão uma significativa vantagem diante dos concorrentes."

Motores Honda
"A defasagem dos motores Nadia e as novas regras impostas pela FIA para projetos de chassis e de motores nos obrigaram a voltar a ter um fornecedor oficial de motores. Encontramos nos japoneses da Honda tudo o que precisávamos: motores potentes e uma montadora compromissada com o automobilismo. Não temos dúvida que em pouco tempo teremos os melhores motores da categoria e é exatamente por isso que assinamos um contrato de fornecimento para três temporadas. Nos argumentos, mostramos para a Honda tudo o que somos, inclusive apontando que 1984 não será um ano de glórias para a Biscazzi, ao contrário da atual temporada, onde iremos brigar com tudo pelos canecos. Esperamos inclusive que a FIA volte a negociar corridas no Japão e, que em muito breve, tenhamos pilotos japoneses mostrando suas habilidades na Formula 1, quem sabe até a bordo de um dos carros da Biscazzi."

As novas fábricas
"Neste período de negociações temos observado uma valorização absurda por parte dos engenheiros às novas fábricas anunciadas por algumas equipes. Se considerarmos propostas a curto prazo, esta supervalorização é totalmente desnecessária, pois essas equipes só poderão usufruir das comodidades possibilitadas pelas novas fábricas a partir de julho, quando acreditamos que mais ninguém terá trabalhos de desenvolvimento para a atual temporada. Dizemos isso porque os engenheiros que fizemos contato cobraram a construção de novas fábricas mesmo quando deixamos claro que nossas propostas eram a curto prazo. Neste momento vemos a construção de uma fábrica como desperdício de dinheiro, até porque a Biscazzi não possui fundos para a construção de uma. Talvez no decorrer da temporada seremos obrigados a mudar de ideia, mas no momento não acreditamos ser saudável para uma equipe como a Biscazzi a contrução de uma nova fábrica só para reduzir o tempo na instalação de pacotes de melhorias em seus chassis, até porque não teremos como usufruir deste benefício para a temporada de 1983 e não projetamos uma temporada tão competitiva para a equipe em 1984."

Jody Scheckter
"Nunca pensamos que encontraríamos tantos obstáculos para garantirmos mais um ano de Jody Scheckter frente a Biscazzi. Quando o próprio piloto nos comunicou que estaria interessado em assinar com a Tyrant, quase tivemos um infarto, pois trocar uma equipe forte e estabilizada como a Biscazzi, que possui um banco de dados de acertos de mais de dez temporadas por uma equipe que cresceu muito nesses últimos anos, mas que acabou de perder o principal responsável por este crescimento para a Ferrari, não seria nada inteligente. Jody sabe da importância dele na Biscazzi. Querendo ele ou não, toda África do Sul para quando a Formula 1 desembarga em solo africano para vê-lo durante a disputa do Grande Prêmio de Kyalami, pois se todo mundo fechou as portas para a África do Sul, a Formula 1 e principalmente a Biscazzi têm estendido as mãos para este povo que tanto sofre com um regime de segregação racial, regime este que tem assolado principalmente os negros sulafricanos. E é por isso que não poderíamos abrir mão de ter Jody no cockpit da Biscazzi nesta que promete ser nossa melhor temporada desde que nos libertamos das indústrias da morte. Para assinar conosco por mais um ano, Jody exigiu motores ainda mais potentes do que o que contratamos, mesmo quando mostramos que teríamos um dos melhores chassis da categoria. Essa exigência nos obrigou a negociar com outros engenheiros de motor, atitude que magoou profundamente nosso querido Brian Hart. No final das contas conseguimos dar para o Jody o que ele queria e ainda manter Hart na equipe, mesmo que nosso engenheiro de motores tenha ficado bastante aborrecido com as conversas que circularam o paddock. Como esta promete ser a melhor temporada desses quatro anos de Jody na Biscazzi, esperamos que ele conquiste o que contratamos ele para conquistar: o título da temporada. Como fomos exaustivamente cobrados no período de negociações, também cobraremos exaustivamente durante as corridas. Deixaremos o passado de lado. Ou seja, não tocaremos no assunto dele ter recebido da Biscazzi um dos maiores prêmios da história da categoria e mesmo assim ter terminado a temporada de 1980 com quase a metade dos pontos conquistados pelo Laffite, ou ter vencido em 1982 só depois de seu jovem parceiro de equipe Michele Alboreto. Da mesma forma que não tivemos moleza das negociações, Jody não terá moleza durante a temporada. Viajamos muito para contratar um novo engenheiro de motores e deixar os Honda do jeito que ele queria e agora será a nossa vez de cobrar. Não admitiremos erros tolos. Queremos vitórias e o título de 1983 para compensar todas as incertezas que tivemos nesta pré-temporada. Jody continua tendo todo o nosso respeito, só que de agora em diante não queremos mais ouvir desculpas, mas sim o hino da África do Sul no alto do pódio."

Paul Rosche e Hans Mezger
"Foram os dois nomes contatados pela Biscazzi depois das exigências do Jody, sendo o primeiro por indicação do próprio piloto e por isso o mais assediado. Deixamos tudo às claras para Paul: que a Biscazzi tem tudo para ser a campeã de 1983 e que em 1984 ele teria carta branca para assinar com outro time, já que não projetamos a Biscazzi forte durante o ano que vem. Dissemos ainda que assinando pela Biscazzi, ele estaria trocando o duvidoso pelo certo, já que a Tyrant acabou de perder Daniel King para a Ferrari. Ou seja, o principal responsável pelo crescimento da equipe de Londres acabou de ser substituído por um chefe de equipe um tanto quanto inexperiente na Formula 1, deixando a Tyrant na melhor das hipóteses como uma verdadeira incógnita na categoria. Respeitamos a decisão do engenheiro de continuar na Tyrant para trabalhar nos motores projetados por ele mesmo, ao contrário do que aconteceria na Biscazzi. Infelizmente como tivemos que viajar muitas vezes para a Inglaterra, não tivemos tempo de apresentar argumentos melhores para Hans Mezger, que acabou assinando com a Williams. No final das contas conseguimos repatriar Carlo Chiti para dar uma passadinha em Verona antes do mesmo desembarcar na equipe Rocca, cumprindo assim as exigências do Jody. No entanto, esperamos um dia poder trabalhar com Rousche ou com Mezger para mostrá-los toda seriedade e comprometimento da Biscazzi na Formula 1, pois a imagem que tivemos neste período de negociações é que desde o início nenhum deles teve interesse em assinar com a Biscazzi, o que acabou nos custando um tempo precioso. Seria mais interessante se tivéssemos recebido um 'não' logo no começo ao invés da novela que se tornou as negociações, principalmente com o Paul, que acabou sendo trocado por um piloto decadente da Savoia para trabalhar nos motores fornecidos pela BMW. Ou seja, que foram projetados depois que ele assinou com a Tyrant. Bem, vamos colocar uma pedra sobre o que aconteceu e nos concentrar nos trabalhos que estão por vir. Como já dissemos, esperamos um dia poder recebê-los em Verona e consequentemente mostrar para ambos que a Biscazzi é uma equipe de caráter e que merece toda confiança dos engenheiros que passam por ela."

Brian Hart e Dave Wass
"O primeiro merece nossos sinceros pedidos de desculpas, pois chegamos a colocá-lo em pauta de negociação depois das exigência apresentadas por Jody Scheckter. Inclusive vamos entender muito bem caso ele não aceite nossas desculpas, pois quando buscamos sua contratação, incluímos no contrato que não estava nos planos da Biscazzi vendê-lo e, que se isso acontecesse, a Tyrant seria a única opção devido a parceria que tivemos com a equipe de Londres quando firmamos juntos o compromisso com o Brian por quase quatro anos. Falando um pouco de Dave Wass, encontramos no engenheiro da Galaxy tudo o que precisávamos para manter nossos chassis extremamente competitivos durante a disputa da temporada de 1983. Como prometemos em nossa fala, esperamos não precisar dispensá-lo depois dos eventos de pista da temporada, mas se isso acontecer, pagaremos cada centavo de sua rescisão contratual. Gostaríamos ainda de agradecer a atenção dada por Brian Lisles, que seria contratado pela Biscazzi para deixar nossos chassis mais leves. No entanto, as exigências apresentadas por Jody Scheckter nos obrigaram a mudar totalmente o planejamento que havíamos traçado."

Michele Alboreto
"Não poderíamos deixar de falar de Michele Alboreto, piloto que evoluiu consideravelmente nesses dois anos de Formula 1 defendendo as cores da Biscazzi, principalmente em 1982. A vitória em Long Beach, com Piquet babando logo atrás foi essencial para seu amadurecimento final na categoria. Agora ele já está pronto. Os erros serão cada vez mais raros e as vitórias cada vez mais constantes daqui para frente. Como tem todo apoio da equipe, principalmente dos mecânicos que apostam em Michele todas as suas fichas para terem um piloto italiano campeão do mundo, temos mais do que certeza que contamos novamente com uma dupla de pilotos bastante equilibrada. Jody não terá moleza na temporada, muito pelo contrário, pois pelo que mostrou até aqui, Michele terá tudo para disputar no braço com o sulafricano cada centímetro de asfalto até decidirmos quem ficará com o status de primeiro piloto da Biscazzi nos eventos finais da temporada. O italiano inclusive iniciará o ano com os ombros mais leves, não só pela conquista da vitória em Long Beach no ano passado, mas também porque Jody Scheckter obrigatoriamente terá que mostrar serviço do primeiro treino até a última corrida da temporada. Portanto, se os italianos queriam um piloto para torcer, podem ter certeza que Michele Alboreto, por tudo que mostrou em 1982, está prontíssimo para receber todo o carinho dos tiffosi e colocar enfim a bandeira da Itália entre as campeãs da Formula 1."

Alain Prost na Savoia
"Vai ser muito interessante acompanhar o tratamento que Alain Prost, um dos principais pilotos nascidos na França depois de Jacques Laffite, receberá da Savoia. Todos sabem que Montone não possui nenhuma simpatia pela França no automobilismo, salvo os pneus Michelin, que calçam a Savoia desde que a fabricante francesa apareceu como a maior força na Formula 1 no que diz respeito ao fornecimento de pneus. Todos também sabem que o atual campeão Nelson Piquet é o queridinho da Savoia desde os tempos de Formula 2 e, que o brasileiro só passou rapidamente pela Winhill porque o ex-chefe da equipe, Diego Sanchez, mantinha laços estreitíssimos com Montone. Será que Prost receberá o mesmo tratamento de Piquet? Se receber, numa disputa interna entre os dois eu aposto minhas fichas em Prost. De qualquer forma, Montone terá que lidar com o ciúmes de Piquet durante todo o ano, pois depois de Laffite, Prost é o maior piloto da França na Formula 1. Claro que ainda muito longe de ser um Laffite, mas já melhor que Arnoux e os outros pilotos franceses da Formula 1, até porque o único que poderia encará-lo de igual para igual lamentavelmente nos deixou no ano passado."

A temporada
"Não resta dúvidas de que a temporada de 1983 será uma das mais disputadas de todos os tempos. Acredito que a disputa do título ficará restrito às três grandes da Itália e à Fittipaldi. No entanto, as barbáries que sempre acontecem nos boxes da equipe brasileira muito provavelmente tirarão de Emerson Fittipaldi as chances do bicampeonato. Acredito ainda que juntas, Project Four, Renault e Tyrant consigam vencer algumas corridas, mas não ao ponto de chegarem a disputar o título. A Williams sofrerá mais de meia temporada com motores defasadíssimos e por isso passará longe do título, mas deve vir forte para os próximos anos e quem sabe até beliscar vitórias nas corridas finais desta temporada. Lideradas por Winhill e pela italiana Rocca, que vem crescendo muito na Formula 1, as outras equipe deverão brigar por pontos e esporadicamente por pódios. Na disputa pelo título, sou obrigado a apostar minhas fichas na Biscazzi, não pelo fato de ser a equipe onde trabalho, mas porque a Savoia terá que lidar com o ciúmes de Piquet e a Ferrari enfrentará um período de transição com a chegada de Daniel King. Por falar de King, temos uma amizade bastante forte e por isso posso dizer que ele que foi o principal responsável para a Tyrant chegar onde chegou. Sabemos que esta amizade não agrada o alto escalão da Ferrari, mas Montezemolo pode ficar tranqüilo, pois os acordos que fizemos no passado nos impedem eticamente de digladiar pelos mesmos pilotos e engenheiros. Voltando a falar da Biscazzi, pagaremos em 1984 o preço da competitividade de 1983 e por isso não temos outra alternativa a não ser almejar única e exclusivamente os títulos desta temporada."

Projetos sociais
"A FIA divulgou recentemente que a Biscazzi foi a equipe mais lucrativa de 1982. Isso nos alegra, pois se nossas ações sobem, automaticamente podemos ajudar mais pessoas que estão precisando. Todos sabem que temos feito um trabalho de formiguinha na África do Sul. No ano passado tive que passar despercebido porque estavam querendo me prender. Hoje já posso desembarcar com mais tranquilidade e visitar as crianças de Soweto, inclusive pretendo visitá-las assim que terminarmos o estudo que fazemos todo começo de ano sobre as pistas da temporada. Como a FIA empurrou o Grande Prêmio da África do Sul para o final do ano, não posso esperar até lá para rever aquela gente tão carente e menosprezada. Inclusive vamos pedir autorização à FIA para levarmos dez crianças de Soweto aos boxes da Biscazzi durante a disputa do Grande Prêmio da África do Sul, que além de ser o último da temporada, poderá consagrar pela primeira vez na história um piloto sulafricano como campeão mundial."
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Rodrigo Rocca em 13/1/2014, 17:20

A Scuderia Rocca agradece a menção, bastante honrosa sobretudo por vir de Giovane Biscazzi, um dos chefes de equipe mais vitoriosos da categoria. Buona fortuna Giovane!
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Marcel Pin em 13/1/2014, 19:39

Saída da Highwind

- Bom, primeiro, quero dizer que é muito difícil largar algo que você cria. Foi uma decisão muito criteriosa, e que demorou tempo bastante a ser tomada, tanto que não compareci as primeiras entrevistas da Candy. Porém, uma das equipes mais antigas da categoria não poderia deixar a Formula 1 justo quando estava aproximando das grandes. Então, abracei o desafio, e assumi a equipe esperando continuar o ótimo trabalho do Daniel, e levar o time ao próximo nível.

Chegada a Londres
- Está sendo difícil. Essa cidade é muito grande.... E viver numa cidade grande assim com o passado que tive, me dá muito orgulho, e dúvidas também. Já o pessoal da equipe é sensacional. Mesmo com a reformulação que teve de ser feita, os que saíram também terão minha torcida nas suas novas casas, independente de guardarem mágoas de mim ou não.

James Hunt
Esse é um cara que merece uma explicação. Hunt admitiu a mim que ficou chateado com o fato de não ter tido uma proposta de renovação. Mas só foi feito porque não víamos maneira de ele continuar conosco com uma proposta da Ferrari do Daniel. E como vocês viram pela competitividade do mercado esse ano, não poderíamos ter desperdiçado uma única chance, até porque não sou dono da equipe aqui, então não posso deixar de cumprir exigências dos meus chefes. Mas, caso Hunt queira voltar em uma outra situação, aceitaremos ele de braços abertos.

Paul Rosche
Paul foi o cara que mais me consumiu tempo no mercado. Infelizmente, o desfecho não foi o que queríamos. Por causa de uma cláusula no contrato que foi assinado pela gestão anterior, não tivemos muito o que fazer a não ser vendê-lo e assegurar a contratação de Alan Jones. Foi a melhor negociação que conseguimos por ele, e não pode se dizer que foi ruim, já que Paul queria uma fábrica e infelizmente não temos condições de construir ainda e além disso, um campeão mundial vem para o #11.

Alan Jones
Será uma experiência muito diferente, afinal, Alan tem mais tempo de vida do que eu inclusive. Mas o que posso dizer, nada como um sonho ver um piloto com tamanho histórico e que já foi campeão para o primeiro carro desse time. Alan sem dúvidas é o que vai impulsionar esse time degraus acima na categoria.

O que esperar de 1983?
Bom, pra ser realista, deve ser a temporada mais equilibrada de todos os tempos. Da Tyrant, esperamos brigar por pontos e vitórias nas pistas que nos favorecem. E por que não sonhar com o título?

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Nota rápida

Mensagem  Giorgio Montone em 14/1/2014, 19:18

Montone reiterou que o título de Commendatore apenas pode ser dado a alguém de família e sobrenome italianos, acreditando que mesmo que o nome do novo chefe da Ferrari fosse "Daniele Re" seria improvável tal condecoração.

Questionado se pintava seus cabelos, afirmou que "não, absolutamente".
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Sir Lewis Bleutter em 14/1/2014, 20:38

haha, teremos "O Poderoso Chefão" na GPM agora?
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Daniel King em 15/1/2014, 07:54

Em rápida declaração dada à imprensa, no momento em que deixava Fiorano, após incessantes testes da Ferrari, King tornou a responder declarações de Montone: "Indico à Montone, que em caso de dúvidas, favor dirigir-se ao balcão de informações do Vaticano."
Questionado sobre o comentário sobre embelezamento capilar do veterano italiano, apenas brincou: "Eu prefiro meus cabelos grisalhos, mas se ele gosta de usar graxa de sapatos, devemos respeitar (risos)."
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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Lee James em 16/1/2014, 07:24

Após comentários de Giovane Biscazzi sobre "barbáries" que acontecem nos boxes da equipe Fittipaldi, Lee James veio a imprensa para questionar a FIA sobre o veto da federação em treinamentos de capacitação dos seus mecânicos no exterior para a temporada de 1983. James comentou que se mostrou frustrado com alguns dos erros acontecidos durante os pit-stops da equipe brasileira, mas que se vê impedido de melhorar a qualidade de seus mecânicos com cursos e treinamentos nos principais centros europeus e também os mantendo atualizados no que diz respeito às tecnologias dos novos carros e equipamentos da Fórmula 1.

O chefe de equipe ainda afirmou compreender o regulamento no que estipula a mão-de-obra local nas equipes de mecânicos, mas não no impedimento de seu treinamento e sugere que a FIA possa organizar cursos custeados pelas próprias equipes interessadas de modo a garantir uma maior segurança dos pilotos, uma vez que a falha humana pode causar incidentes sérios como incêndios e até mesmo desprendimento de peças em altíssimas velocidades.
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Bill Gale é condecorado pela Rainha

Mensagem  Sir Gale em 18/1/2014, 16:18

Na noite do último sábado, Bill Gale foi condecorado pela Rainha Elizabeth II, e recebeu a nomeação de Sir. Conhecido por fazer atos de caridade e por ser um ex-atleta e um empresário de renome mundial, Bill Gale recebeu nos últimos dias o convite da família real britânica, para receber a honra de ser um Sir. Após a cerimônia, Sir Gale falou com a imprensa:

"Essa é uma noite que jamais esquecerei. Me senti um cavaleiro medieval quando a Rainha tocou-me com a espada nos ombros, meus olhos encheram de lágrimas e apenas sorri diante da multidão. Alguns não sabem, mas meu nome é William Gale, mas sou conhecido por Bill Gale, e agora oficialmente sou Sir William Gale. É uma honra!"

Quando perguntado se isso atrapalharia os preparativos para a temporada, Sir. Gale, respondeu:

De forma nenhuma, estamos focados no desenvolvimento dos carros, inclusive, nosso chassi ficou pronto essa semana. Agora é voltar para nossa garagem e focar no trabalho do Migeot. Nos vemos no Brasil!

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Re: 1983 - Sala de Imprensa

Mensagem  Daniel King em 18/1/2014, 21:34

Poxa, mas a rainha mãe está velha aí. Ela nem tem 60 anos.  Laughing

Certeza que essa foto foi com a Rainha Mãe??? Tá mais pra Rainha Bisavó. kkkkkkkkkkkkkk

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Expectativas para a temporada 1983

Mensagem  Saimon em 21/1/2014, 18:24

Savoia

Chassis: S1983
Motores: BMW M12/13 L4 turbo
Pneus: Michelin

Pilotos:
#1 Nelson Piquet
#2 Alain Prost

Equipe técnica:
Harvey Postlethwaite (engenheiro-chefe)
Paul Rosche (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Benetton, Agip e Denim
Cores: verde com detalhes em vermelho e preto

Atual campeã, a poderosa equipe italiana promete ser ainda mais forte em 1983, trazendo o alemão Paul Rosche para o refino dos motores BMW. Alan Jones foi utilizado como moeda de troca com a Tyrant pelo engenheiro, obrigando a equipe a buscar o instável Prost no mercado. O francês mostrou-se muito confiante quanto ao seu desempenho para este ano e promete brigar de igual para igual com Piquet pelo título. O brasileiro rebateu dizendo que não cederá espaço na equipe facilmente e que o francês terá que mostrar na pista do que é capaz. No entanto, não há dúvidas que Piquet terá um parceiro muito mais ganancioso que o pacato Jones. Outra novidade são as novas cores da equipe, com o carro predominantemente verde devido o novo patrocínio da Benetton.

Biscazzi

Chassis: SMB.1983
Motores: Honda RA163E V6 turbo
Pneus: Michelin

Pilotos:
#3 Jody Scheckter
#4 Michele Alboreto

Equipe técnica:
Dave Wass (engenheiro-chefe)
Brian Hart (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Parmalat, Castrol e Arexons
Cores: branco com detalhes em azul

Vice-campeã de construtores em 1982, a Biscazzi teve problemas para renovar com Scheckter, que havia sido sondado pela Tyrant. O sulafricano tomou uma dura de Giovane Biscazzi e posteriormente pediu desculpas, alegando que fora iludido pelos argumentos do time inglês e demorou para perceber. Scheckter prometeu dar tudo de si nesta temporada para conquistar o título, seu único objetivo para 1983. Outra novidade foi a parceria da equipe com a Honda, descartando o uso dos motores Nadia, de fabricação própria. Giovane Biscazzi alegou que a falta de condições de continuar desenvolvendo os motores foi crucial para a decisão. Os acordos das equipes com montadoras para o fornecimento de motores devem ser uma tendência nos próximos anos, permitindo as equipes a se concentrarem no desenvolvimento dos chassis. O outro piloto, Michele Alboreto, agora com dois anos de bagagem, promete ser mais constante e brigar por mais vitórias. No quadro técnico, a equipe italiana trouxe Dave Wass da Galaxy e manteve Brian Hart, depois de ter sondado Paul Rosche e causado alguma turbulência no ambiente interno do time. A mudança tornou a equipe uma icógnita na parte técnica, principalmente no que se refere ao desenvolvimento do carro para 1984.

Ferrari

Chassis: 126C3
Motores: Ferrari 126C2 V6 turbo
Pneus: Goodyear

Pilotos:
#5 Niki Lauda
#6 James Hunt

Equipe técnica:
Gordon Murray (engenheiro-chefe)
Antonio Tomaini (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Fiat, Agip e Tissot
Cores: vermelho com detalhes em preto

A Ferrari promete reviver os bons tempos, agora sob a direção de Daniel King. O britânico trouxe consigo James Hunt e os pneus Goodyear, substituindo o instável Prost e os medianos Pirelli. A equipe técnica foi mantida, porém agora trabalhando mais organizada ao comando do novo manager. Lauda, apesar dos rumores sobre aposentadoria, declarou estar motivado para disputar o título. Motivação é que não falta para Hunt, que finalmente teve uma chance em uma equipe grande e promete não decepcionar.

Fittipaldi

Chassis: FD-05
Motores: Renault EF1D V6 turbo
Pneus: Goodyear

Pilotos:
#7 Emerson Fittipaldi
#8 Thierry Boutsen

Equipe técnica:
Gerard Ducarouge (engenheiro-chefe)
David North (engenheiro de pista)

Patrocinadores: John Player Special, Elf e Louis de Poortere
Cores: preto com detalhes em dourado

A Fittipaldi deu um grande salto ao deixar de lado o desenvolvimento de seus motores próprios e assinar com a Renault para o fornecimento de motores turbo, com ajuda do novo patrocínio da Imperial Tobacco. Com isso, além de ter um motor mais forte, o time ganhou tempo para desenvolver o novo chassi, que promete ser muito competitivo. Tanto que conveceu Emerson Fittipaldi a continuar sua carreira de piloto e buscar mais um título. Para o segundo carro, a equipe brasileira dispensou o instável De Cesaris e apostou no campeão da F2 Thierry Boutsen, um piloto promissor que pode ser o sucessor de Emmo. A bela pintura preta e dourada também é destaque da equipe para a temporada.

Winhill

Chassis: WN-001
Motores: Alfa Romeo 890T V8 turbo
Pneus: Goodyear

Pilotos:
#9 Bruno Giacomelli
#10 Nigel Mansell

Equipe técnica:
Maurice Philippe (engenheiro-chefe)
Jean-Pierre Boudy (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Marlboro, Unipart e Pioneer
Cores: branco e vermelho

A Winhill penou nos últimos anos com a falta de competitividade dos motores Alfa Romeo, mas promete voltar ao caminho dos pódiums e vitórias com o novo Alfa Romeo turbo. Com o rápido Mansell ao volante e um bom chassi desenvolvido por Maurice Philippe, a equipe americana volta a aparecer forte. No carro nove, a equipe perdeu Pryce, que resolveu mudar de ares e ir para a Rocca, sendo substituído por Giacomelli, que veio pelo visto para agradar a Alfa.

Tyrant

Chassis: T183
Motores: Tyrant Rosche-P1 L4 turbo
Pneus: Goodyear

Pilotos:
#11 Alan Jones
#12 Stefan Johansson

Equipe técnica:
Mauro Forghieri (engenheiro-chefe)
Michel Beaujon (engenheiro de pista)

Patrocinadores: Candy, BP e ICI
Cores: azul com detalhes em branco e vermelho

Após fazer a melhor temporada de sua história, a Tyrant segue forte para 1983 e agora conta com o campeão Alan Jones, substituindo James Hunt, que foi para a Ferrari junto com Daniel King. O manager britânico deixou a equipe tinindo para a nova administração, com direito a motor turbo próprio e chassi desenvolvido pelo veterano Mauro Forghieri. Apesar de ter perdido o engenheiro de motores Paul Rosche para a Savoia, a Tyrant tem uma boa estrutura montada e promete ter desempenho igual ou superior ao da temporada passada, contando também com o ascendente Stefan Johansson no segundo carro.

Renault

Chassis: RE40
Motores: Renault EF1D V6 turbo
Pneus: Michelin

Pilotos:
#15 René Arnoux
#16 Jonathan Palmer

Equipe técnica:
François Castaing (engenheiro-chefe)
Bernard Dudot (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Renault, Elf e Newsweek
Cores: amarelo, branco e preto

Apesar do novo motor EF1D, a Renault começa o ano com o defasado RE40 e pode ter uma queda de desempenho significativa em relação à temporada passada. A equipe técnica prometeu redesenhar o modelo a medida do possível para se adaptar às regras desta temporada, mas tudo indica um ano difícil. Porém a equipe ainda pode incomodar nas pistas de alta, contando com o motor e o acerto do excelente Bernard Dudot. A aposentadoria de Jabouille também deixou um buraco, sendo que a equipe francesa foi obrigada a contratar o inexperiente Jonathan Palmer para o carro dezesseis.

Nürburg

Chassis: N-3
Motores: Ford-Cosworth DFV V8
Pneus: Pirelli

Pilotos:
#17 Teo Fabi
#18 Roberto Guerrero

Equipe técnica:
Michel Tétu (engenheiro-chefe)
Nobuhiko Kawamoto (engenheiro de motores)

Patrocinadores: DeLonghi, Valvoline e Cafe de Colombia
Cores: preto com detalhes em vermelho e amarelo

A Nürburg tem tentado ano após ano construir um bom carro, mas os anêmicos DFV impedem a equipe de ir mais longe. Este ano não deve ser diferente. Porém, de olho na próxima temporada, a equipe trabalha no desenvolvimento de um motor turbo próprio, em um projeto encabeçado pelo japonês Nobuhiko Kawamoto, ex-Honda. Deve ser uma temporada de transição. Para ajudar nas finanças, a equipe trouxe o pagante Roberto Guerrero para fazer dupla com Teo Fabi, além de contar com um novo patrocinador principal, a DeLonghi. O carro ganhou novas cores, com predominância do preto.

Vector

Chassis: VSC-02
Motores: Ford-Cosworth DFV V8
Pneus: Goodyear

Piloto:
#20 Raul Boesel

Equipe técnica:
Dave Kelly (engenheiro-chefe)
John Judd (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Brasilinvest, Valvoline e Café do Brasil
Cores: branco, azul e vermelho

A Vector é a única equipe no grid que optou em continuar com apenas um carro. Com isso, o time britânico dispõe de mais recursos para trabalhar no novo chassi e ainda conseguiu um contrato com a Goodyear para o suprimento de pneus. Com engenheiro trabalhando no acerto do motor, o time deve vir forte entre as pequenas, brigando sempre para estar entre os 26 classificados para a corrida. Boesel mostrou consistência na temporada passada e foi mantido no volante.

Bleutter

Chassis: B-005
Motores: Ford-Cosworth DFV V8
Pneus: Pirelli

Pilotos:
#22 Eliseo Salazar
#23 Eddie Cheever

Equipe técnica:
Marcel Hubert (engenheiro-chefe)

Patrocinadores: Skoal Bandit, Valvoline e Copec
Cores: verde e branco

Decepção ano após ano, a Bleutter construiu um novo chassi, mas nao empolga muito e deve continuar no fim do grid. O único trunfo da equipe é o valente Eddie Cheever no volante, que inclusive garantiu o futuro da equipe com o patrocínio da US Tobacco e fez a equipe trocar o tradicional azul pelo verde e branco. O dinheiro da Copec trazido pelo estreante Eliseo Salazar também ajudarão a equipe a se manter. Ano novo, cores novas, mas DFVs e Pirellis não trazem muitas esperanças.

Project Four

Chassis: MP4/2
Motores: BMW M12/13 L4 turbo
Pneus: Goodyear

Pilotos:
#25 Stefan Bellof
#26 Riccardo Patrese

Equipe técnica:
John Barnard (engenheiro-chefe)

Patrocinadores: Marlboro, Unipart e Fila
Cores: branco e vermelho

Conhecida por projetar bons chassis mas penar por causa do motor, agora a P4 não tem mais desculpas. Conseguiu um acordo com a BMW para o fornecimento de motores turbo, que foram campeões ano passado. Tem o rápido Patrese ao volante e o novo talento Stefan Bellof, queridinho da montadora alemã. Tem tudo para brigar entre as grandes.

Williams

Chassis: FW05
Motores: Ford-Cosworth DFV V8
Pneus: Michelin

Pilotos:
#27 Keke Rosberg
#28 Elio de Angelis

Equipe técnica:
Patrick Head (engenheiro-chefe)
Hans Mezger (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Saudia, Mobil e TAG
Cores: branco com detalhes em verde escuro

A Williams penará mais uma vez com os fracos Ford-Cosworth, até que os novos TAG-Porsche fiquem prontos, previstos para a metade de ano. No entanto, na metade final da temporada deve vir muito forte, para compensar o mau início que deve ter. É uma temporada de transição da equipe. Em 84, com os novos motores mais evoluídos e a boa dupla Rosberg/De Angelis garantida, é candidata séria ao título.

Terrible Emerson

Chassis: TE-02
Motores: Ford-Cosworth DFV V8
Pneus: Pirelli

Pilotos:
#29 Derek Warwick
#30 Johnny Cecotto

Equipe técnica:
Neil Oatley (engenheiro-chefe)
Keith Duckworth (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Barclay, Valvoline e Segafredo
Cores: amarelo claro com detalhes em azul e vermelho

A Terrible é uma das pequenas que mais parece ter evoluído em relação à temporada passada. Vem como ótima estrutura, contando com Keith Duckworth trabalhando no acerto dos motores e um chassi razoável. Deve obter classificação para as corridas com freqüência, se acertar nos ajustes do carro. É forte candidata a receber os novos motores Cosworth DFY, previstos para a metade do ano.

Galaxy

Chassis: GLX-02
Motores: Ford-Cosworth DFV V8
Pneus: Pirelli

Pilotos:
#31 Andrea de Cesaris
#32 Danny Sullivan

Equipe técnica:
Jean-Claude Migeot (engenheiro-chefe)
Franco Rocchi (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Kelémata, Agip e Nordica
Cores: azul claro com detalhes em prata

A Galaxy foi buscar novos pilotos, mas não conseguiu evolução na parte técnica, sendo que o chassi não é dos melhores, assim como motores e pneus. Com Rocchi acertando os motores e contando com boas performances do instável De Cesaris e do icógnito Sullivan, terá que contar com a sorte para conseguir algo a mais em 83.

Rocca

Chassis: RR-183
Motores: Alfa Romeo 890T V8 turbo
Pneus: Michelin

Pilotos:
#33 Mauro Baldi
#34 Tom Pryce

Equipe técnica:
Rory Byrne (engenheiro-chefe)
Carlo Chiti (engenheiro de motores)

Patrocinadores: Rizla, Valvoline e Beta
Cores: branco com detalhes em azul claro, verde e vermelho

A Rocca parece ter entrado definitivamente para o pelotão das equipes médias. Com bons motores turbo e Carlo Chiti no acerto, a equipe italiana pode conseguir bons pontos contando com o valente Mauro Baldi e o experiente Tom Pryce. O britânico por sinal saiu da Winhill buscando um novo desafio na F1 e está bastante motivado.

Highwind

Chassis: HW-02
Motores: Hart 415T L4 turbo
Pneus: Pirelli

Pilotos:
#35 Roberto Moreno
#36 Huub Rothengatter

Equipe técnica:
Frank Dernie (engenheiro-chefe)

Patrocinadores: Cougar, BP e Magirus
Cores: azul com detalhes em branco e vermelho

Com ajuda da Cougar de Ted Toleman, a Highwind conseguiu um acordo para o fornecimento de motores Hart turbo e este ano terá uma boa evolução. O chassi é razoável e tem o constante Moreno ao volante, o que pode dar à equipe seus primeiros pontos. Rothengatter no segundo carro ainda é uma icógnita, mas a força do motor turbo ajudará o holandês a se firmar.
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